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Pode voltar já, ATEEZ
No dia 26 de Agosto de 2023, um sábado frio e chuvoso, o ATEEZ realizou seu primeiro show no Brasil e o primeiro show do grupo em um estádio. Cerca de 30 mil pessoas compareceram ao evento, e eu fui uma dessas pessoas. E agora não sei o que fazer da minha vida.

Créditos: ATEEZ twitter. Amo chorar, enfim.
De certo modo, não estou sendo dramática. Eu realmente não sei mais o que fazer da minha vida depois de ter ido neste show. Já estamos quase na marca de duas semanas desde o evento, mas se nem eles superaram a passagem rápida pelo país, quem sou eu na fila do pão pra já ter seguido a vida, não é mesmo?
Quando abri esse rascunho pensei em só fazer um post rápido pra comentar sobre a setlist, porque precisava falar pela milésima vez que eles abrirem o show com Halazia e Answer foi explicitamente pra mim e mais várias coisinhas sobre as músicas. Porém, isso foi um dia antes do evento, algumas horas depois de voltar da rodoviária onde busquei minha amiga para o show. Em partes, esse plano vai continuar, mas… sabe quando algo simplesmente incrível acontece e você é apenas um aglomerado de emoções? É essa a minha realidade. Pelo menos sigo firme e forte no plano disso aqui ser sem pé nem cabeça, mas o que nessa newsletter que não é assim? É um post de relato, mas é relato de uma fã emocionada, não existe profissionalismo por estas terras.
O show do ATEEZ só não foi 100% perfeito pela ausência do Jongho, que precisou voltar para a Coréia para tratar a lesão no joelho que teve (e que já está se recuperando!). Até rolou uma torcida rápida para não ter sido nada sério e que ele ainda pudesse vir, pelo menos no Brasil, mas no fim o filhotinho teve que pular esse momento e se cuidar. O que foi a escolha correta, mesmo que tenha deixado um gosto agridoce na boca de muita gente, especialmente a dele, porque todo mundo podia ver o quão animado ele estava com a agenda de shows pela LATAM. A chuva também atrapalhou não só o público como o próprio ATEEZ, que chegaram a escorregar no palco diversas vezes (mas ninguém se machucou!). Importante dizer que nosso querido Samuel Park, também conhecido como Seonghwa, brasileiro raiz, fez uma mandinga que funcionou. A chuva não chegou a parar totalmente, mas diminuiu bastante e vendo a situação do fim de semana seguinte (aka o The Town), é fácil dizer que ele é parça de São Pedro. Talvez membro da Fundação Cacique Cobra Coral (inclusive contratem eles para o próximo show, ATZ!!).
Na próxima vez (vai sim ter uma próxima vez) será 100% perfeito e incrível com nosso querido Jonguinho disputando as high notes com o público brasileiro em um clima ameno e sem chuva, que é pra ninguém precisar ficar sofrendo com aquelas capas de plástico descartáveis e eles não escorregarem no palco. (e até lá mais gente vai aprender a se comportar como pessoas e não animais, por que os relatos de algumas pessoas, principalmente pcds e pit, olha… melhorem <3).
Mas enfim, o que dizer desse show que me fez chorar em público quase cinco vezes e que me deu uma injeção de serotonina tão grande que quero mudar minha vida inteira dentro de 24hrs? Bom demais, puta merda.
Vou começar com as partes chorosas, pois sou dessas. Preciso, talvez, contextualizar vocês sobre como eu odeio chorar, sobretudo em público, e ainda posso contar nos dedos a quantidade de vezes que algo de fato me faz chorar. Brinquei bastante sobre Halazia e Answer antes do show, dizendo que ia chorar ali, porque essas duas músicas já tinham me feito chorar antes (falo mais sobre Halazia no famigerado post de ATEEZ 2022 pt.2, rs). Então qual não foi minha surpresa que meus únicos vídeos dessas duas músicas são os que meu irmão gravou, pois estava incapacitada de parar de tremer? O primeiro verso do Yeosang em Halazia fez meus olhos marejarem, um leve toque de realidade de que eu estava ouvindo aquilo ao vivo, e a segunda vez que o vozeirão do meu querido veio caiu água dos meus olhos. Malditos ninjas cortadores de cebola.
Não contentes em já terem levado minha alma ali, Answer vem literalmente em seguida. E Answer é Answer, né? Nosso hino de vitória, uma música que vai fundo todas as vezes. Ela é meio que my song, e ela é tão pontinho de exclamação na minha vida que é uma das poucas músicas que chego a evitar ouvir tanto pra não virar aquela imagem de uma tsunami de emoções. E OUVI ELA AO VIVO!! GRITEI GEONBAEHAJA LIKE A THUNDER COM ELES!! PELAMOR DE DEUS!! Já não tenho tanta certeza, mas sei que nos segundos finais dela lá estava eu com lágrimas escorrendo e a mão no rosto bem não é possível. Mas foi. Puta merda, eu realmente estava lá.
Curiosamente, lembro de muita coisa que aconteceu nesse show, o que é um fato inédito. Os shows do Jackson e do Luizinho eu só sei o que aconteceu por que tenho vídeos. Mas talvez seja por tudo que vi no twitter nessa semana, algo que não fiz muito com os outros dois. Isso não quer dizer que eu lembre exatamente qual dos ments marcou a terceira chorada, mas acredito que foi lá pra Win, antes da gente fazer o Hongjoong perder o rebolado continuando a cantar e ele ficar “gente de onde vocês tiram tanta energia????”. Gritei enquanto tava sentada na cadeira torcendo pro vendedor de água passar? Sim. Temos energia, porém depende. Mas enfim, acho que foi por ali, depois de Mist, Wave e Illusion, com Yunho tirando o in-ear pra ouvir a gente cantando o oooh oooh que ele gosta tanto em Illusion, que eles falaram com a gente de novo e… Caraca, eles estavam felizes. Tão felizes. Na hora eu estava me perguntando se eles realmente estavam tão felizes como parecia, porque eles sempre brilham no palco, mas vendo que eles sorriam e brincavam, e todos os detalhes e sorrisos que o twitter compartilhou com ângulos perdidos pelo telão, deu pra ver que a felicidade era real. Lá na hora, fiquei tão feliz que eles estavam gostando, que a vista ficou embaçada.
Tenho quase certeza que foi nesse ment, mas se não foi aqui, foi o ment mais pro final. Sei apenas que uma hora eles estavam falando e eu tava ouvindo, sentada, olhando pro telão pensando “cara, eu amo eles, eles estão felizes aqui” e aí mais uma onda de emoções. Às vezes ser fã vem com esses momentos cringe, me deu uma vergonha alheia suave escrever isso aqui, mas o importante é que fui cringe, porém feliz. A felicidade sempre é mais importante que a percepção alheia.
A quarta chorada foi em quem? Turbulence, é óbvio. Turbulence já fazia parte do quarteto fantástico de músicas do ATEEZ que me fizeram chorar (sendo que, dessas quatro, eles só não cantaram Take Me Home no show). Turbulence é uma música que facilmente vira pessoal, né? A letra bate na porta de casa sempre, mas depois da primeira vez dessa lapada na cara, meu choro deu uma sumida, o que é bem comum. Mas, enquanto o Allianz seguia sendo uma altíssima única voz que cantava junto do ATEEZ, aumentando o volume nas partes do Jongho, lembrei dos primeiros shows da tour, lá na Coréia, que o Jongho chorou na parte dele do refrão. Não é algo inesperado considerando a letra dessa parte, mas lembrar do meu pitiquinho chorando foi o que me bastou pra chorar também. Sem condições.
Em The Real, a última música da setlist, foi onde eu quase chorei de novo, porque tava acabando e eu simplesmente queria ficar naquele sonho pra sempre. Mas eles sambando como as grandes rainhas de bateria que são, não deixou minha vista embaçada por muito mais tempo. Inclusive, os bichinho se acabaram no samba, né? Brasileiros demais, na moral.
Eu poderia facilmente fazer uma ponte aqui dizendo “chega de choro, vamos falar dos momentos de berro”, mas… assim… não teve um momento naquele show em que eu não estivesse berrando. Até mesmo nos quinhentos mil anos em pé na infinita Fila C, eu e mais algumas pessoas demos uns gritinhos (sempre que a fila dava dois passos, é verdade). Quando todo mundo entrou no estádio e finalmente dava pra ouvir algo quando aumentaram o volume da música que tocava pré-espetáculo, a galera começou a mostrar o que o público brasileiro faz. Bom demais berrar Bouncy e Hala Hala. Brasil, né? Brasil. Público de show é uma das poucas instituições que não falha nesse país.
Até parece que vocês iriam escapar de ouvir minha voz de taquara rachada mandando um terceiro idioma que mistura coreano com português. Lol. E, falando em Hala Hala e idioma, a kinga icônica foi exatamente a quarta música da setlist e… Bom, o que dizer de b-tiny que resolveu mandar tá linda, tá linda, tem que assumir, tem que aguentar ao invés da letra original? Nunca mais ouvirei a música certa, pelo menos não sem esboçar ao menos um sorrisinho pensando nisso por que na moral. Ai, bom demais. Acho que fica ainda melhor pensando que Hala Hala veio depois de The Ring, onde eu e mais várias pessoas mandaram um “EU TAMBÉM NÃO TÔ BEM” e derivados no Jongho berrando o I’m not okay.
Inclusive, um salve rápido para os efeitos de tela e de palco. Os telões de fundo participam do show criando situações climáticas que iam desde céus calmos à tempestades, compartilhavam balões, noites calmas, cenários de chuva e mar e até a bandeira dos nossos piratas anarquistas. Faz parte do espetáculo, óbvio, mas são detalhes bem adicionados. A pirotecnia de The Ring foi gigante, as explosões de fogo fazendo a gente gritar ainda mais, tal qual as “falhas” nas imagens dos telões que trocavam Ateez por Halateez. Artistas. Um beijo pra eles.
Eu realmente não lembro onde foi o ment do choro que mencionei lá em cima, mas lembro do combo Ascensão de Alma que foi Dazzling Light, Mist, Aurora e Sunrise. Wave e Illusion em seguida também, mas essas quatro… é. Dazzling Light é uma das minhas músicas favoritas deles, junto de todas essas citadas (lol), mas cantar tell me who you who am I a plenos pulmões junto deles dá um leve curto circuito no meu cérebro. Mist foi outro surto, e achei que choraria ali porque Kim Hongjoong quase chorou. E dava pra ver. E dá pra entender, se a gente já leva uma lapada com Mist, imagina eles cantando essa no primeiro show em um estádio em um país do outro lado do mundo. Deu uma vontade absurda de comer vidro depois que o Yeosang disse que conseguia ouvir claramente a emoção nas vozes dos membros pelo in-ear? Claro que deu. Mas tudo bem. Tá tudo bem.

ENFIM. A duplinha Aurora e Sunrise também foi um grande momento desse dia. Aurora foi feita pra gente, mas ela quase sempre é esquecida em churrasco, tal qual Sunrise. Problemas de uma discografia perfeita, acho, tsc. Mas, aqui é Brasil, então obviamente estávamos lá nos esgoelando nelas. Teve gente chorando. Teve barulhinho de instrumental. E, principalmente, tivemos Hongjoong sorrindo felizinho deixando a gente cantar o pré-refrão de Sunrise. Ele gostou tanto. Pitico. Nem parece que acabou com a minha vida e chutou minha cara.
Falando nisso… o Hongjoong, né? Assim, bias no ATEEZ pra mim funciona com uma linha “principal” (Yeosang, Yunho e Wooyoung), ao mesmo tempo em que sou OT8, por que é impossível não se apaixonar por cada um deles. Então, de certo modo, estou acostumada na rotatividade de todo mundo ser bem pontinho de exclamação. Mas depois desse show estou me sentindo apenas o Wooyoung (e a Anne) gritando KIM HONGJOOOOOOOOOOONG. Sem condições. Talvez um bias wrecking? Acho? Não sou capaz de opinar? Apenas aaaaaa? Tá feliz, Kim Hongjoong? Eu sei que tá. Palhaço. Coisinha linda da vida. Pitiquinho. Ridículo.
Esse show foi péssimo pra todo mundo em questão de bias, né? Vi alguns tweets falando sobre e, assim… é. Foi tipo um… bias intensifies. O que, vamos ser sinceres, não é nenhuma surpresa considerando que é o ATEEZ.
[#홍중] Thank you for always being by my side❤
사랑해😍
#ATEEZ#에이티즈— ATEEZ(에이티즈) (@ATEEZofficial)
2:02 PM • Sep 6, 2023
Eles estavam super confortáveis naquele palco, e são tão bonitos tanto na aparência física quanto na energia. O Jongho não estava presente fisicamente, mas em nossos corações (e berros) ele estava lá. O Mingi fez a gente latir pra ele e gostou demais quando a gente realmente latiu (e chamou ele de lindo, tesão, bonito e gostosão que arrancou uma reação Sincera do Hongjoong depois que traduziram). Seonghwa ficou soltinho soltinho, meteu camiseta do Brasil e tudo mais, matou muitas pessoas com as reviradas de olhos (inclusive, como performa ele, wow). Yeosang meio palmeirense forçado, mas lindíssimo de verde, sendo extremamente baby girl e uma grande gostosa ao mesmo tempo. Pense em alguém feliz em exibir o muque no telão e ouvir os berros da galera? Ele merece, mas foi ótimo a carinha do bebê. San sempre varia entre um bebê e uma grande gostosa, mas a risada meio incrédula porém feliz dele quando todo mundo levantou o mindinho de volta quando nos fez prometer tomar água quente e voltar pra casa em segurança foi tão bonitinha que eu poderia cometer crimes.
Já é difícil não gostar do Wooyoung e a energia de pestinha dele, e acho ainda mais difícil não adorar esse bacuri que provavelmente não entendeu, mas sentiu a energia dos palavrões que arrancava da galera lá do Pit. E sorriu tanto. E tava tão lindo. Não confio em quem não gosta do solzinho. E, falando em solzinho, o Yunho né minha gente? Alou Brasil. Apenas um bebê. E uma grande gostosa. Vocês já viram um vídeo de ume atiny berrando “É O NHUNHOOOO”? Aquela pessoa me representa. Um beijo pra essa pessoa. O nhunho despertou muitos gritos viscerais na galera. Bandido. E o Hongjoong… Bom, é ele, né. Ele sempre teve essa energia que te obriga a olhar pra ele, acho que aqui no Brasil ele apenas expandiu isso ainda mais. Hongjoong fincando a bandeira de pirata no palco para marcar Brasil como território conquistado funciona de diversas maneiras.
hongjoong em choque com nosso grito e um querido dizendo É GATO TÁ ACHANDO QUE AQUI É O QUE?
— isa ♡ the eras 26.11 (@yunhosouls)
6:55 PM • Aug 30, 2023
Foi muito divertido perceber como ocasionalmente a voz deles falhava. Não me entendam mal, não tô falando de cantar, nisso os gatinhos sustentaram o ao vivo perfeitamente do começo ao fim e espero que eles também tenham tomado água quente quando chegaram no hotel. Mas eles, principalmente Yunho e San, ocasionalmente tentavam gritar como a gente. No primeiro ment o San já tava dividindo os dois lados do estádio pra testar o nível de grito e berrando junto. O Yunho tem seu grito característico em Guerrilla, e lá o querido tava igual a gente: voz falhando. Os dois são os que mais deram esses momentos de minha voz está indo com Deus, mas o mais quieto deles foi o Yeosang, que também tava o próprio abra suas asas solte suas feras naquele palco.
Poderia usar a menção à Guerrilla como ponte, mas antes de chegarmos lá temos mais conjunto de músicas babilônicas. Depois do Hongjoong entender com quem ele tava mexendo com os berros recebidos na introdução de Win, a kinga chegou. E depois veio Horizon que realmente Nos Levou Lá e limpei minha alma berrando NOW YOU GONNA TAKE ME THERE. Mas a próxima música era Wonderland. Lá em Answer minha voz já tava indo embora, mas quando a gigante Wonderland Symphony No.9 começou eu não sabia como ainda tinha voz pra berrar a música toda, como também não entendi como minha alma voltou pro corpo. Não há palavras que explicam a experiência de ver Seonghwa, ao vivo, com a espada. Mano do céu. Incrível. Babilônico. Incrível. Cinema poético. Já falei incrível? Ok.
Dito isso, Wonderland pra mim segue sendo o momento mais alto do show. Bouncy e Guerrilla fecham o top 3, mas tenho certeza que Wonderland foi o Mais Alto. A acústica do Allianz é uma coisinha curiosa, e até agora não vi um vídeo — tanto meu, quanto do Vitor (meu irmão) e todos os outros pelo twitter e youtube — que conseguiu realmente capturar o quão alto o show inteiro estava. Lá dentro, nas cadeiras inferiores, chegava a fazer eco, era como se o som desse voltas. Na maior parte do tempo não dava pra ouvir o próprio ATEEZ ali. Saborzinho extra, não vou negar. E nada vai tirar nossa coroa de quem fez história cantando a nota alta do Jongho em Wonderland. Um. Beijo.
Se depois de Wonderland os vendedores de água tiveram um aumento de venda considerável porque a galera tava morrendo, eu inclusa, o ATEEZ simplesmente resolveu chutar o balde e mandou “vocês estão gritando, então bora gritar mais”. E a próxima música foi Bouncy. Ali nossas gargantas funcionaram pelos poderes concedidos pelo ATEEZ. Altíssimo. Deu pra ouvir até de fora do Allianz.
O PODER DE BATINY + ATEEZ
Video de fora do ALLIANZ PARK QUE TREMEU COM TUDOOOO
ATINYS FIZEMOS HISTÓRIA ONTEM!!!
#ATEEZinBrazil
— CHOI SAN (NO) BRAZIL 🏔️ (@ChoiSan_Brazil)
5:06 PM • Aug 27, 2023
Mas cês perceberam a ordem da setlist? Eles realmente mandaram Wonderland e Bouncy em sequência. Apenas uma pausa rápida entre elas para uma troca de roupa. Um VCR bem homoerótico que nos deixou sendo testemunhas de casamento, belos momentos inclusive, um beijo pros VCRs. Enfim. Tudo bem, a mãe do Hongjoong com certeza ouviu ambas as músicas lá da Coréia também. Aqui a gente serviu horrores na gritaria, não dá pra negar. E Bouncy ao vivo é muito boa? Eu já gosto dela (em breve vem aí post do Outlaw, ora ora que surpresa), mas o ao vivo realmente teve um extra que só ao vivo tem. E todo mundo dançando a coreografia!! Essa foi a música que todo mundo incorporou seu dançarino interior.
Também foi um momento que rendeu risadas, já que eles fazem o Bouncy Challenge com alguns fãs. Todo mundo mandou bem, até a gente lá na cadeira torcendo pra não ter câmera lá em cima (mas também querendo, a vida é feita de paradoxos~), e não deu pra não rir notando o padrão de cabelos coloridos des escolhides. Inclusive, um salve pre atiny que tinha o cabelo colorido no estilo da Mitsuri de Kimetsu No Yaiba.
Depois de Bouncy e do desafio e de deixar todo mundo dançando, ATEEZ fez sua magia do ao vivo em uma sequência de músicas da era Fever 1, que foi meio que pra mim também já que finalmente fiz as pazes com o essa era (quem viveu, sabe). THANXX é uma música muito boa que sempre esqueço, porque passei muito tempo simplesmente não vagueando muito por Fever 1 (ainda trocaria ela por Cyberpunk, rs), mas… boazuda. Bom demais também mandar o I’m sick and tired of it junto deles. Em seguida também veio um medley de Fever 1+2 com Good Lil Boy + The Leaders + TO THE BEAT. Ali eles decidiram enterrar ainda mais as almas des atiny por que Meu Deus.
The Leaders é o maior momento pau na mesa deles, a grande consciência de que eles são grandes gostosas capazes de matar cerca de 30 mil pessoas (e mais). Como se a gente já não tivesse perdendo os cabelos e as vozes e até latido mais de uma vez antes, mas enfim. É bom quando gente boazuda sabe que é boazuda. Um beijo pra eles. E Fever 1 acho que nunca critiquei. Oops. Inclusive, bom demais a gente cantando o ay ay ay ay de THANXX. Brasileiro um povo completo com vocal, rapper, dançarino e instrumentais.
ELE ENLOUQUECEU #SEONGHWA#ATEEZ#ATEEZINBRAZIL#ATEEZINLATAM#ATEEZNOBRASIL
— great and mighty 🌱 (@baabiction)
2:45 AM • Aug 27, 2023
Depois de tudo isso, chegou Guerrilla, certo? Errado. Antes eles MANDARAM SAY MY NAME ESPECIALMENTE PRA MIM!! FOI PRA MIM!! É A MINHA MÚSICA!! Por fora eu estava bem controlada, mas por dentro a minha mente tava o próprio demônio da Tasmânia aka o Taz em um redemoinho destruindo tudo redor. Eu literalmente só lembro de berrar o ATEEZ PRESENT, o rap do Hongjoong, o cabelo do Yeosang bagunçado mesmo com o gel e de fazer a coreografia do último refrão de tão fora do corpo, pontinho de exclamação que estava. Eu amo essa música gente, não deu. Ali todas as minhas sinapses foram reenergizadas e meus chakras se realinharam (já estão uma zona, mas a felicidade pura e plena foi real naquela hora, é assim que o nirvana se parece).
Como pode uma música tão perfeita assim existir? E eu ouvi ao vivo!! ATEEZ PRESENT!! CARACA!! Enfim, respirando. Depois da grande rainha icônica hino atemporal cristal lapidado (ba dum tss) senhora Say My Name, finalmente veio Guerrilla. Como a gente ainda tinha voz pra mandar os 4 Break The Wall? Não sabemos. Foi mais uma vez os poderes do ATEEZ que concederam gargantas funcionais. Não sei explicar pra vocês o que é viver Guerrilla ao vivo… Mas ela com toda certeza é uma experiência.
Não falando só da parte de berrar break the wall a plenos pulmões as quatro vezes e quase ir de base, a garganta implorando por socorro no conselho do telar, mas também da música inteira. Antes de Guerrilla começar teve alguns segundos de escuridão que todo mundo ficou meu deus é agora, e nos primeiros toques do instrumental já dava pra ficar arrepiado. De acompanhar a risadinha do Hongjoong até quase perder o grande “make a move” do Wooyoung por estar fazendo a nota do Jongho, Guerrilla serve do começo ao fim. É o jeitinho dela (sou bem normal com Movement, gente, faz parte). Grandes momentos é Dia de Rock, bebê.
E enquanto b-atiny mostrava pra outros países como se deve fazer o canto de break the wall quatro vezes como Deus (ATEEZ) quis, e ainda seguir cantando o resto da letra, Guerrilla marcava não só um dos momentos mais esperados do show, mas também o começo do fim (quem pegou a referência, pegou) do mesmo. A setlist final foi feita por Turbulence, Celebrate, From e The Real. Turbulence e Celebrate eles bem “parem de chorar e vamos louvar”, mas tudo bem.
Brincadeiras de música de crente a parte, Celebrate é sempre melhor do que lembro. Realmente bem baseada em musicalidade e coro gospel, ela é um hinozinho feliz e que também te impulsiona a continuar, tudo isso com um estilo ATEEZ, então não tem como não aproveitar o momento. From é a volta ao começo de tudo, de eras pré-debut, e que te dá mais uma onda de emoção. Eles cresceram tanto. E vão continuar crescendo. Coisa linda de se ver. Acho que foi aqui que o Mingi e o San quase mataram a gente do coração escorregando no palco. Uma leve energia de criança que ia brincar na água de chuva da rua e a mãe tinha que berrar pra entrar em casa e parar com isso porque podia dar leptospirose. Talvez isso tenha sido meio específico, mas enfim, foi só pra dizer que foi uma energia de brasileiro deles.
Antes de apresentar a última música, foi o último ment dos meninos, onde eles largaram o inglês e decidiram falar em coreano mesmo e finalmente a tradutora trabalhou. Isso foi meio que eles confirmando pra gente que era coisa fora do roteiro, emoções bem a flor da pele igual a gente, e apenas… o conforto de se sentir em casa, sabe? Tinha camisa do Palmeiras e do Brasil, com diversas palavras sobre como o dia seria inesquecível pra eles — e pra gente também, mas acho que eles não perceberam como quebraram a gente — e que o Brasil era apaixonante. Eles são muito brasileiros e só não sabiam. Pois é. Eles encontraram um povo doido igual a eles, que berraram juntos do começo ao fim de um jeito que eles claramente não esperavam. Tudo isso, óbvio, em um marco importantíssimo para um grupo que é o primeiro show em estádio. E um estádio que fica literalmente do outro lado do mundo pra eles. Incrível como eles merecem o mundo, ai ai. Eles não queriam ir embora, a gente também não, mas fazer o que.
Abrindo a ala de passistas mais uma vez, o samba se fez presente no dance break de The Real e a gente arrumou voz mais uma vez pra ficar berrando todas as falas e os durirum durirumdum possíveis. O San aqui mais de uma vez deixando a gente cantar enquanto se divertia no palco. Era triste que era a última música, uma vibe meio “porque você está chorando nessa música de dançar”, mas fazer o que. ATEEZ e b-tinys inimigos do fim! Queria eles sendo expulsos do palco tal qual o Jackson foi no show dele, mas teoricamente acho que quase foram mesmo considerando a pressa que o povo do Allianz tava pra que o pessoal saísse do estádio. Ninguém mandou marcar jogo no dia seguinte, mas detalhes, não vamos comentar tanto da organização do Allianz nesse show (quem tava na Fila C sabe).
Com o inegável fim do show sob nossas cabeças, algumas músicas ainda tocavam no tempo que o povo levava para sair do estádio — afinal quase 30k de pessoas leva um tempinho — e ainda tinha gente cantando. Eu inclusa, completamente largada na cadeira, sem voz, mas querendo mais, enquanto esperava as saídas ficarem mais livres. Deu pra ouvir a lua sendo estourada, as coisas sendo desligadas e uma confusão pra decidir que sabor de pizza a gente (aka o grupo que tava comigo) ia pedir quando chegasse em casa.
O primeiro show do ATEEZ em um estádio (e, olha, meu primeiro show em estádio também!) e primeiro no Brasil teve praticamente 3 horas de duração, aquela pontinha extra de falação nos ments pra ver se durava mais um pouquinho. Passou bem rápido, e a felicidade inegável da experiência segue por aí. É de uma magia singular ver pessoas fazendo o que amam, e ATEEZ é sempre uma imagem clara da paixão que cada um deles têm pela arte que exercem. Eles quebraram a gente, a gente meio que quebrou eles de volta. Uma experiência caótica do bem. E que eles gostaram.
Obrigada, ATEEZ, por esse dia e por todos os outros. No aguardo do próximo show, com Jongho vindo junto. E de preferência ano que vem que dá tempo de juntar algum dinheiro. Meus amorecos.
[sai cantando ainda ontem chorei de saudades de maneira bem dramática]
só para lembrar vocês do que NÃO estava no script ☝🏻
— 🍯 ; 𝐛𝐞𝐥𝐥𝐚 ♡𝐬 𝐦𝐢𝐧𝐠𝐢 ! (@chillijung)
10:38 PM • Aug 31, 2023
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